Em cinco anos, mais da metade das mortes dos policiais em serviço ocorreu próximo das áreas sob foco especial


22/09/2021 08:31h

Estudo do ISP mostra ainda que, em 2020, o número de agentes mortos foi o menor nos últimos 23 anos

Um estudo produzido pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) mostra que, entre 2016 e 2020, a maioria dos policiais mortos por letalidade violenta no estado do Rio de Janeiro estava de folga e cerca de ⅓ dessas mortes aconteceu em até 500 metros de uma área sob foco especial, que são uma combinação dos aglomerados subnormais indicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e das áreas de comunidade informadas pelo Instituto Pereira Passos (IPP). No total, 506 policiais foram mortos em todo o estado, sendo 148 em serviço (133 militares e 15 civis) e 358 em folga (331 militares e 27 civis).

Entre as mortes em serviço decorrentes da Letalidade Violenta mais da metade (74,1%) ocorreu dentro ou em até 500 metros de áreas sob foco especial. Os dados também mostraram que 56,9% das mortes em serviço ocorreram próximas umas das outras, com no máximo 100 metros de distância.

Em 2020 o número de policiais mortos foi o menor de toda a série histórica, iniciada em 1998 - foram 65 policiais civis e militares mortos em serviço e em folga. Esses e outros dados estão presentes no estudo “Vitimização policial no estado do Rio de Janeiro: panorama dos últimos cinco anos (2016-2020)”, que faz parte da série Textos para Discussão, divulgado pelo ISP nesta sexta-feira (10/09).

Com base em informações das secretarias de Estado de Polícia Civil e de Polícia Militar, foi possível observar também que a maior parte das mortes aconteceu na capital, entre 18h e 0h, e 76,1% do total dos policiais mortos estavam lotados em unidades operacionais. Ao analisar o motivo das mortes, 71,9% foram provocadas por Letalidade Violenta (homicídios, encontro de cadáver, lesão corporal provocada por projétil de arma de fogo e roubo seguido de morte provocado por projétil de arma de fogo ), e, destas, 254 foram cometidas por projétil de arma de fogo. Um dado que chamou a atenção foi que em cada 10 vítimas de latrocínio no estado, uma era policial. É importante também destacar que, em cinco anos, 35 policiais tiraram suas próprias vidas (31 em folga e quatro em serviço).

Para a diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz, o trabalho tem o intuito de compreender a vitimização policial e oferecer dados e análises que auxiliem o Executivo estadual nos esforços para o desenvolvimento de ações concretas para reduzir essa violência.- As instituições policiais e os governos têm, cada vez mais, se preocupado com a segurança de seus agentes e trabalhado no sentido de garantir o seu bem estar, não só durante o trabalho, mas também nos momentos de folga. Os nossos dados mostram que há um desafio também no que diz respeito à saúde mental dos policiais. O importante de trazer esses dados para a sociedade é justamente mostrar que, apesar desses agentes do Estado terem o monopólio da violência, eles também são vítimas dela e isso precisa ser combatido. - diz.O estudo “Vitimização policial no estado do Rio de Janeiro: panorama dos últimos cinco anos (2016-2020)” pode ser acessado na íntegra aqui.



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